Puppeteers House

Sintra – Portugal

 

Authors

REDO architects, Diogo Figueiredo e Pedro França Jorge / site

pt

Localizado em Sintra – uma área caracterizada pelos seus palácios e jardins do movimento do Romantismo e pela sua proximidade ao mar – este projecto está inserido no Bairro dos Bonecreiros.
Projectado originalmente como uma tipologia de cooperativa, composta por grupos de duas casas conectadas por um pequeno pátio, a intervenção propõe a renovação de dois dos edifícios existentes, preservando a integridade da tipologia original.

O conceito do projecto baseia-se na relação entre a ‘pele’ exterior existente e a nova vida da ‘pele’ interior que explora a temática da cenografia dos Bonecreiros.

Esta nova camada interior foi concebida para criar espaços com identidade própria modelados para as diferentes atividades do dia-a-dia como se de uma encenação de um palco se tratasse.
O projecto explora a plasticidade e a expressão de uma construção de paredes ligeiras, projectando as diferentes geometrias para os pavimentos e tectos de cada divisão.

O diálogo entre estas duas ‘peles’ gera entre si as zonas secundárias da casa, espaços intermediários e auxiliares, como os bastidores de um palco.
As sobreposições e desalinhamentos entre estas duas camadas, são também visíveis nos painéis das janelas, no mobiliário em madeira customizado, nos puxadores das portas e até no mais pequeno detalhe.

‘The Show Must Go On.’
Queen, 1991

en

Located in Sintra, an area that is known for its romanticist palaces and gardens as well as its relative proximity to the sea, this project stands within the former Puppeteers’ Quarter. Originally designed as a cooperative typology made up of two houses facing one another and connected by a small courtyard. This project aims to renovate two of the existing buildings while preserving the integrity of the original typology.

The concept of the design is based on the relationship between two skins; the existing outer skin and the new interior skin, which explores the theme of puppeteers’ scenography.

This new interior layer is conceived to create spaces with unique character, modelled towards the different living activities like on the set of a stage. The design explores the plasticity and expression of lightweight construction, projecting its geometry onto the floor and ceiling of each space.

The dialogue between the exterior and interior skins generates ‘in-between’ spaces, which are designated complementary uses like back-of-stage areas. The misalignments and overlaps between these two layers are made visible in the windows panels, hand-crafted wooden furniture, the door handles all the way down to the last detail.

‘The Show Must Go On.’
Queen, 1991